Me considero uma pessoa estressada por natureza, mas nos últimos anos experimentei níveis assustadores de estresse, o que começou a ocasionar sintomas físicos como dores estomacais, noites de insônia, manchas na pele, dores de cabeça, falta de ar e por aí vai. Foi então que comecei a procurar ajuda de diferentes médicos e sempre o mesmo diagnóstico: o maldito do ESTRESSE!

Eu sempre fui daquelas pessoas que tinha o pé atrás sobre procurar ajuda de um profissional de psicologia, pois acreditava que era minha obrigação ter o controle da minha mente, e se eu não tinha controle sobre ela o que dirá sobre o resto.

Foi depois de perceber o quanto estava estressada e o quanto já não conseguia realizar muitas coisas na minha rotina que eu me dei por “vencida” e percebi que sozinha já não estava dando conta de controlar nada e procurei ajuda. Afinal, já que eu podia contar com especialistas da área gastrointestinal, neurológica, ginecológica qual motivo poderia justificar tanta resistência à uma consulta com uma psicóloga?

 

Sempre julguei que psicólogos falam o óbvio, mas mesmo assim fui à minha primeira sessão de terapia, confesso que com muito pé atrás. E eis a minha surpresa quando saí: já me sentia bem melhor, pela primeira vez em muito tempo dediquei 50 minutos sem interrupções para expressar meus problemas a uma completa e compreensiva estranha.

Foi então que percebi que o tal óbvio que os psicólogos falam é o óbvio que não conseguimos enxergar sozinhos.

De tudo que conversei nessa primeira sessão uma pergunta que minha psicóloga fez me deixou marcada: “QUEM É VOCÊ?” eu não soube responder, pois estava tão perdida entre obrigações (ou o que eu acreditava serem minhas obrigações) que acabei me perdendo ao ponto de não saber quem eu era, eu apenas sabia o que eu devia fazer em casa, no trabalho, para outras pessoas que acabei esquecendo de mim mesma.

Hoje me vejo ansiosa pelas quintas-feiras (dia da minha terapia) quero chegar lá e contar como tenho me superado e pedir ajuda e desabafar sobre o que ainda não estou conseguindo controlar.

Ainda não consigo responder com clareza QUEM EU SOU, mas com certeza hoje me conheço muito mais e coloco minhas vontades a frente das minhas obrigações, pois me permitir ser pega pela terapia!

Esse texto foi um desabafo e um convite a quem está passando por momentos difíceis e ainda tem resistência a buscar ajuda psicológica, esqueça tudo que aprendeu em séries e filmes, terapia é muito além do que é retratado nas telas.

 

Nota:

Nesse setembro amarelo, mês de prevenção ao suicídio, se você estiver estressado(a) ou conhecer alguém que está passando por momentos difíceis ajude, converse e indique uma ajuda médica, o acompanhamento de um especialista faz toda diferença quando estamos com problemas.

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